A FÉ SEM OBRAS É MORTA: Uma advertência contra as falsas interpretações


A FÉ SEM OBRAS É MORTA: Uma advertência contra as falsas interpretações 
"Tu crês que há um só Deus – e fazes bem. Mas os demônios também o creem... e estremecem!" (Tg 2,19)
"Assim vemos que a fé sem obras é morta." (Tg 2,26)

A advertência de São Tiago
Com estas palavras incisivas, São Tiago desmonta a ilusão de uma fé meramente intelectual ou decorativa. Ele recorda que até os demônios creem na existência de Deus — mas essa fé não os salva. Por quê? Porque falta-lhes o amor, a obediência, a submissão à verdade divina. A fé, quando não é acompanhada pelas obras que brotam da graça de Deus, está morta — e, como tal, inútil para a salvação.
Esta doutrina, constante no ensinamento da Igreja, foi afirmada com clareza pelo Concílio de Trento contra os erros protestantes, e confirmada por séculos de Magistério, incluindo o de Bento XVI. A fé verdadeira deve ser viva, ou seja, unida à caridade sobrenatural e aos frutos visíveis que ela produz na alma e na sociedade: oração, penitência, pureza, caridade, fidelidade à verdade, vida sacramental e zelo missionário.

A distorção da “teologia da libertação”
A partir dos anos 1970, surgiu um grave desvio teológico que perverteu o sentido espiritual e salvífico dessa passagem: a chamada Teologia da Libertação. Essa corrente, infiltrada por ideologias marxistas, passou a usar a frase “a fé sem obras é morta” como justificativa para a luta de classes, o ativismo político, e até a violência revolucionária.
Para essa falsa teologia:
    • “Obras” são ações militantes e engajadas: protestos, ocupações de terra, reforma social, denúncias políticas.
    • A “fé viva” não é mais adesão à Revelação de Cristo, mas à causa dos pobres enquanto classe oprimida.
    • A esperança do Céu é substituída por um “reino de justiça na Terra”, reduzindo o Evangelho à utopia terrena.
    • O culto a Deus, a moral cristã, os sacramentos, a tradição — tudo é rotulado como “alienação” ou “opressão burguesa”.

Essa inversão foi duramente condenada pela Igreja:
“As teses da Teologia da Libertação conduzem à subversão da verdadeira doutrina da fé e da Igreja.”
— Instrução sobre certos aspectos da Teologia da Libertação, Congregação para a Doutrina da Fé, 1984 (Cardeal Ratzinger)
“Nenhuma ideologia marxista pode coincidir com a fé cristã.”
— Encíclica Centesimus Annus, São João Paulo II, 1991

O que são as “obras” que Deus quer?
A Igreja sempre ensinou que as verdadeiras obras que confirmam a fé são aquelas realizadas na graça de Deus, por amor a Cristo, conforme o Evangelho:
    • Obras de misericórdia corporais e espirituais;
    • Prática dos Mandamentos e rejeição do pecado;
    • Oração e vida sacramental;
    • Suporte ao próximo com espírito de caridade sobrenatural;
    • Formação da família na fé verdadeira;
    • Defesa da verdade católica diante dos erros modernos;
    • Vivência da Igreja doméstica nos tempos de apostasia.
Essas obras não são “boas ações sociais”, no sentido humanista e secular. São atos meritórios que procedem da fé iluminada pela caridade e fortalecida pela graça.

A fé dos demônios e a fé dos santos
Os demônios creem que Deus existe. Creem até que Jesus é o Cristo — e estremecem, pois O odeiam. Sua “fé” é conhecimento sem submissão, é temor sem amor. Por isso, não os salva.
O mesmo se aplica àquele que diz crer, mas não ama, não obedece, não se converte, não serve. O católico que apenas assiste Missa ou reza sem compromisso real com Deus, vive como os demônios: crê, mas não ama. A fé assim é morta.
Já os santos, mesmo os mais pobres e ocultos, vivem da fé, e suas obras florescem com frutos eternos — ainda que o mundo não os veja.

Perguntas para os tempos de apostasia
Hoje, no tempo da Grande Apostasia, em que muitos clérigos já não creem na fé católica, e em que o remanescente fiel vive em casas, a advertência de São Tiago ressoa com força:
"Quais são as obras que fazes para o Reino de Deus?"
Tens defendido a fé verdadeira?
Formas tua família como Igreja doméstica?
Ofereces sacrifícios, jejuns, orações pela salvação das almas?
Fazes penitência pelos pecados do mundo?
Resistirás às seduções do Anticristo e recusarás a marca da Besta?

A fé verdadeira gera ação concreta, não ativismo político, mas vida santa e operante em Cristo. Do contrário, mesmo tua fé será julgada como morta no Dia do Senhor
A fé católica, viva e operante pela caridade, é o único caminho da salvação. 

A Teologia da Libertação traiu a Palavra de Deus ao substituir a salvação eterna pela revolução terrena. Mas o remanescente fiel não se deixa enganar. A Igreja Doméstica continua a proclamar:
“A fé sem obras é morta. Até os demônios creem... e estremecem!” (Tg 2,19-26)
Vivamos, pois, de fé verdadeira e obras santas. Não para transformar o mundo em paraíso, mas para alcançar o Céu.

Paróquia Sagrada Face de Tours
Igreja Católica Doméstica – O remanescente fiel

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Pároco Prof. Emílio

 






 

 

 

 

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