O SANTO DESTRUIDOR DA IDOLATRIA - 26-2


O SANTO DESTRUIDOR DA IDOLATRIA - 26-2
26-2 – São Porfírio – Bispo e Confessor
Padroeiro dos que enfrentam perseguições religiosas e dos missionários em terras hostis - † 421

São Porfírio, o vigoroso destruidor da idolatria, nasceu em Tessalônica, na Macedônia. Instruído nas ciências, tendo à idade de 25 anos retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos em santo recolhimento. Em seguida visitou os Santos Lugares em Jerusalém e viveu mais cinco anos numa gruta nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou grande mal à sua saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte de seus pais. Em sua companhia se achava um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber sua herança e distribuí-la entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre.

Nas suas visitas diárias aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele um bom ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar a Porfírio a se levantar do chão. O bom ladrão estendeu-lhe a mão e disse: «Agradece a teu Salvador tua cura». No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém, ficou-lhe enigmático até que o Bispo de Jerusalém ordenou e lhe confiou a guarda do santo Lenho. 

Os sacerdotes da diocese de Gaza, tendo perdido seu Bispo, insistiram com Porfírio para que aceitasse a direção da diocese órfã. Embora sua modéstia quisesse fugir dessa dignidade, a obediência teve de sujeitar-se. Existiam em Gaza muitos pagãos e um templo magnífico para o culto das divindades. Os idólatras, conhecendo já de antemão o zelo do novo Bispo, principalmente seu ódio ao culto pagão, assentaram matá-lo antes de ele tomar posse do seu rebanho. 

Seu plano ímpio, por qualquer circunstância imprevista, não pôde ser efetuado. Bem se arrependeram da sua iniquidade, pois Porfírio, apesar de inimigo do paganismo, pela sua modéstia, paciência e caridade soube ganhar os corações dos próprios pagãos. 

Um fato extraordinário que se deu logo no princípio do seu governo aumentou ainda a confiança e a veneração para com o novo Pastor. Uma seca atroz de muitos meses aniquilou as esperanças dos lavradores e o espectro da fome começou a apavorar os ânimos. Nesta expectativa desoladora os sacerdotes de Marna, a quem era devotado o templo, dirigiram-se à sua divindade com preces e sacrifícios para obter o alívio de uma chuva. Marna, porém, chuva nenhuma mandou e a seca continuava a assolar a região. Porfírio, condoído com a miséria pública, ordenou um dia de jejum, organizou uma procissão de penitência a uma capela situada fora da cidade. Apenas recolhida a procissão, caiu uma chuva abundantíssima, refrigerando a terra ressecada. Muitos, vendo este espetáculo e vendo nisto o grande poder do Deus dos cristãos, converteram-se. Outros, porém, encheram-se de inveja e forjaram novos planos malignos contra a vida do santo Bispo e de alguns cristãos.

Entretanto veio um édito do imperador Arcádio que ordenou o fechamento dos templos pagãos. Esta ordem foi por muitos funcionários obedecida, por outros não. Assim ficou aberto o templo de Marna. Porfírio, desejando ardentemente a execução da ordem imperial, conseguiu em Constantinopla a autorização para derrubar o templo em Gaza.

A influência, porém, de ministros subornados pelos sacerdotes pagãos fez com que o imperador revogasse a autorização. Não obstante, algum tempo depois, foi publicada nova ordem no mesmo sentido de fechar os templos pagãos, sob pena de os refratários perderem sua colocação, mas o templo não se fechou.

A imperatriz Eudóxia prometeu a Porfírio empregar toda a sua influência junto ao imperador para conseguir o fechamento e a destruição do templo. Porfírio, inspirado por Deus, predisse à imperatriz o advento dum filho. Logo que esta profecia se cumpriu, dirigiu-se o Bispo a Constantinopla, para administrar o sacramento do Batismo ao príncipe herdeiro. Aconselhado pela imperatriz, Porfírio redigiu novamente seu requerimento ao imperador.

A petição foi entregue ao monarca logo depois do ato religioso, por assim dizer, pela criança recém-batizada. Arcádio achou-a depositada sobre o peito do filhinho. No momento em que a abria, a pessoa que segurava nos braços a criancinha disse-lhe:
«Digne-se Vossa Majestade deferir o requerimento apresentado por seu filho». 

O imperador respondeu com um sorriso nos lábios: «Como poderia eu negar o primeiro pedido de meu filho?» 

Imediatamente foi mandado para Gaza um oficial do exército com ordem estrita de demolir o templo de Marna. Poucos dias depois, quando Porfírio se aproximou da cidade, os cristãos, seus diocesanos, receberam-no com muita solenidade. O prestígio havia de passar por um lugar onde se achava uma imagem de Vênus, ponto predileto para reuniões de mulheres, que se costumavam encontrar lá para tratar de projetos de casamentos. Mal o Bispo se achava defronte daquela estátua, esta, sem que pessoa lhe tivesse tocado, ruiu por terra, fazendo-se em pedaços. Este fato causou grande sensação e foi o início de muitas conversões. O templo de Marna desapareceu e em seu lugar ergueu-se uma belíssima igreja dedicada a Deus vivo e verdadeiro.

O triunfo de Porfírio sobre a idolatria foi completo. Quando em 421 Deus o chamou para o descanso eterno, o santo Bispo teve a grande satisfação de ver muito reduzido o número de pagãos em sua diocese.

Milagres
Durante seu episcopado, Deus confirmou sua missão com sinais e graças. A tradição menciona curas e conversões obtidas por sua oração. Contudo, o maior milagre foi a transformação espiritual de uma cidade inteira, outrora dominada pelo paganismo.

Frase marcante do santo
“Com paciência e firmeza, a luz de Cristo dissipa as trevas mais antigas.”
Exemplo para a Igreja doméstica
São Porfírio ensina que a fé deve ser vivida com coragem, mesmo quando o ambiente é contrário. Muitas famílias cristãs hoje vivem em contextos hostis à moral e à doutrina da Igreja. A perseverança paciente, unida à caridade e à firmeza, transforma lentamente os corações.
Na Igreja doméstica, a constância na oração, a fidelidade à Santa Missa e a educação cristã dos filhos são sementes que, com o tempo, produzem frutos abundantes.

Oração
Ó São Porfírio, zeloso pastor e defensor da fé, alcançai-nos coragem para testemunhar Cristo em meio às dificuldades.
Fazei que nossas famílias permaneçam firmes na verdade, mesmo quando enfrentam incompreensão ou oposição.
Intercedei para que a luz do Evangelho transforme nossos lares e nossa sociedade, amém.

Aplicação espiritual prática
Reze hoje pelos cristãos que vivem em ambientes hostis à fé. Examine também se, dentro do próprio lar, há práticas ou influências que precisam ser purificadas à luz do Evangelho.

Pequena prática devocional familiar
Reunir a família para rezar um Pai-Nosso pelas cidades e autoridades civis, pedindo que governem com justiça e permitam a liberdade da verdadeira fé.

Paróquia Sagrada Face de Tours: a paróquia espiritual das igrejas domésticas

Unida espiritualmente à São Bento XVI 

Canal no youtube: www.paroquiasagradafacedetours.com.br

Reze com a paróquia das igrejas domésticas.

- Terço da Misericórdia: 14:50h

- Liturgia das Horas: 6h - 12h - 18h - 21:30h

- Exorcismo de São Miguel: 3h e 6:30h

- Terço da Sagrada Face: meia-noite

- Terços e orações: às 7h e 21h

Paróquia Sagrada Face de Tours: o dia todo rezando com você

Uma paróquia de leigos para leigos, criada por Nosso Senhor.

Prof. Emílio Carlos



 

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