O SANTO QUE CUROU OS LEPROSOS - 28-2

 


O SANTO QUE CUROU OS LEPROSOS

28-2 – São Romão

São Romão viveu no século IV e é considerado o primeiro eremita que existiu na França. Natural da Borgonha, entrou muito cedo no célebre e antigo mosteiro de Ainay. Depois de aprender os princípios da vida religiosa, retirou-se para a solidão entre a Suíça e a Borgonha, onde mais tarde se associou a seu irmão Lupicino.
Durante algum tempo viveram juntos, entregues às práticas religiosas, quando começaram a experimentar perseguições e tentações do demônio, que procurava assustá-los de muitos modos. Incomodados pelas investidas do inimigo, decidiram mudar-se de lugar.

Certa noite, surpreendidos pela escuridão, hospedaram-se na choupana de uma pobre mulher. Sabendo do motivo de sua fuga, ela lhes disse: “Fizestes mal em abandonar a vossa causa. Se tivésseis lutado com mais coragem e pedido socorro a Deus, teríeis vencido as insídias do demônio.” Envergonhados com esta advertência, voltaram ao lugar de onde tinham saído e, desde então, nunca mais o demônio os perturbou com a mesma força.

A fama de santidade dos dois irmãos espalhou-se, e muitos passaram a procurá-los em busca de conselho, oração e consolo. Sob a direção de São Romão, muitos começaram a levar uma vida dedicada a Deus.

São Romão fundou três mosteiros: dois para homens e um para mulheres. Os dois primeiros foram dirigidos por ele e por seu irmão; o terceiro, por sua irmã. Esses mosteiros gozaram de grande reputação na França, devido ao espírito de oração e à vida santa que ali se levava. Romão tornou-se, assim, modelo de perfeição monástica.

Em certa ocasião, fez uma peregrinação ao túmulo de São Maurício e levou consigo o monge Paládio. À noite, abrigaram-se numa gruta que servia de moradia a dois leprosos. Grande foi o espanto daqueles homens ao verem dois religiosos entrarem em sua pobre habitação. Para convencê-los de que não temiam a lepra, Romão abraçou-os e beijou-os com grande afeto. No dia seguinte, quando os leprosos pediram o sinal da Cruz sobre si, Romão traçou-o sobre eles, e imediatamente ficaram curados.
Este milagre aumentou ainda mais o conceito que o povo tinha de sua santidade. Contudo, Romão sempre se aborrecia com as honras que lhe eram prestadas e retirou-se para seu convento, onde morreu em odor de santidade.

Milagres
Além da cura dos leprosos, muitos outros favores foram atribuídos à sua intercessão, especialmente graças ligadas à conversão, à perseverança na vida religiosa e à libertação de tentações.

Reflexões
    1. São Romão era homem de profunda oração. A oração é um dos meios mais indispensáveis de salvação para todos. Nosso Senhor Jesus Cristo recomendou que rezássemos sem cessar.
    2. Preparou-se cuidadosamente para a morte por meio de uma vida penitente e da confissão frequente. A graça de uma boa morte deve ser pedida todos os dias.
    3. Acostumemo-nos à confissão sincera, com verdadeiro arrependimento. A confissão frequente e bem feita é o melhor caminho para alcançar a graça da perseverança final.

Frase
“A oração constante é a força da alma contra as insídias do inimigo.”

Oração
Ó São Romão, exemplo de vida eremítica, de confiança em Deus e de perseverança nas provações, alcançai-nos a graça de amar a oração, fugir das tentações e buscar, acima de tudo, a santidade. Intercedei por nós para que sejamos fiéis até o fim e alcancemos uma boa morte. Amém.

Pequena prática devocional
Hoje, rezar com mais recolhimento e pedir explicitamente a graça da perseverança final e de uma boa Confissão Espiritual.

Paróquia Sagrada Face de Tours: a paróquia espiritual das igrejas domésticas

Unida espiritualmente à São Bento XVI 

Canal no youtube: www.paroquiasagradafacedetours.com.br

Reze com a paróquia das igrejas domésticas.

- Terço da Misericórdia: 14:50h

- Liturgia das Horas: 6h - 12h - 18h - 21:30h

- Exorcismo de São Miguel: 3h e 6:30h

- Terço da Sagrada Face: meia-noite

- Terços e orações: às 7h e 21h

Paróquia Sagrada Face de Tours: o dia todo rezando com você

Uma paróquia de leigos para leigos, criada por Nosso Senhor.

Prof. Emílio Carlos




 

Comentários