Sermão do 4º Domingo da Quaresma: O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES
Filhos de Deus, escutai.
O Evangelho deste domingo nos mostra Nosso Senhor diante de uma multidão faminta no deserto. Não era um pequeno grupo, mas milhares de pessoas que o haviam seguido para ouvir a sua palavra. E o Senhor, vendo-os cansados e sem alimento, disse aos seus discípulos:
“Tenho compaixão deste povo.”
Antes mesmo que pedissem, antes mesmo que compreendessem o perigo em que estavam, o Senhor já havia visto a sua necessidade.
Assim é Deus.
Ele vê a nossa miséria, vê a nossa fraqueza, vê as nossas necessidades. E muitas vezes, antes mesmo que a nossa oração suba ao céu, a sua providência já começou a agir.
Mas neste Evangelho acontece algo ainda maior.
Há apenas cinco pães e dois peixes para milhares de pessoas.
Humanamente
isso não era nada.
Era insuficiente para todos.
Era
impossível alimentar a multidão.
Mas quando esse pouco é colocado nas mãos de Cristo, o impossível acontece. O Senhor abençoa os pães, manda que o povo se sente, e todos comem até se saciar.
Milhares são alimentados.
E ainda sobram doze cestos.
Este é um milagre verdadeiro.
E é preciso dizê-lo com clareza nestes tempos de trevas: quem nega os milagres de Nosso Senhor nega o próprio poder de Deus.
Hoje muitos da falsa igreja querem transformar os milagres em símbolos, em histórias edificantes, em metáforas piedosas. Dizem que não houve multiplicação, que foi apenas partilha entre as pessoas.
Blasfemam.
Aquele que criou o universo do nada não teria poder para multiplicar alguns pães? Claro que sim.
O milagre é real. E Deus continua a agir.
Ao longo da história da Igreja, o Senhor repetiu sinais semelhantes através dos seus santos. Santa Clara de Assis alimentou um convento inteiro com um pequeno pão. Muitos outros santos viram o alimento multiplicar-se quando já não havia quase nada para comer.
Porque Deus cuida dos seus.
Este Evangelho é também uma promessa para os tempos que estamos vivendo.
Tempos difíceis se aproximam do mundo. Os santos falaram de guerras, de fome, de pestes, de perseguições. A Escritura fala da grande tribulação e da marca da Besta que muitos serão pressionados a receber.
Mas o Senhor não abandona o seu povo.
Assim como alimentou aquela multidão no deserto, também sustentará os seus filhos nos tempos de provação.
A providência de Deus nunca falha.
Às
vezes pedimos e somos atendidos.
Outras vezes nem chegamos a
pedir e já somos socorridos.
A multidão daquele Evangelho nem sabia que estava prestes a desfalecer no caminho de volta. Mas Cristo já havia visto.
Assim é o coração de Deus.
Ele nos acompanha a cada momento da vida.
Ele vê as nossas necessidades, as nossas lutas, as nossas angústias.
E quando permanecemos fiéis, quando confiamos nele, quando colocamos nas suas mãos o pouco que temos, o Senhor faz o impossível.
Ele multiplica.
Ele sustenta.
Ele protege.
Por isso não temais os tempos difíceis.
Não temais a fome, não temais a perseguição, não temais as provações que virão sobre o mundo.
Permanecei com Cristo.
Porque aquele que multiplicou os pães no deserto continua vivo, continua governando a história e continuará sustentando os seus filhos até o dia glorioso da sua volta.
Depois das trevas, virá a luz.
Depois da tribulação, virá a vitória.
E aquele que foi fiel verá a glória de Deus.
Assim será. Amém.
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