A 6ª feira Santa é o coração doloroso e luminoso de todo o ano litúrgico. É o dia em que a Igreja não apenas recorda, mas contempla e participa do Sacrifício do Calvário. Não há Missa; há silêncio, despojamento, prostração. Tudo fala de uma única realidade: o preço da nossa redenção.
Às 15 horas — hora tradicional da morte do Senhor — a Igreja se une de modo especial ao momento em que Nosso Senhor “entregou o espírito”. É a hora do Amor levado até o extremo, quando o Cordeiro imolado consuma a obra da salvação.
Participar do Ofício Solene nesse momento não é uma devoção secundária. É, antes, uma forma concreta de o fiel:
–
unir-se
ao Sacrifício de Cristo,
não de modo sacramental (pois não há Missa), mas espiritual e
real
– reparar
os pecados,
próprios e do mundo inteiro
– consolar
o Coração de Jesus,
abandonado por muitos naquela hora
– exercer
o sacerdócio comum dos fiéis,
elevando a Deus oração pública da Igreja
Na tradição anterior ao Concílio, havia uma consciência muito clara: quem pode, deve estar com Cristo na hora da Sua morte. Não como espectador, mas como participante. A Igreja, através do Ofício, coloca nos lábios do fiel os Salmos, as leituras e as súplicas que expressam a dor, a justiça divina e, ao mesmo tempo, a esperança.
Há também um aspecto profundamente espiritual: às 15 horas, a alma é chamada a sair do barulho do mundo e entrar no silêncio do Calvário. É uma hora de graça particular. Muitos santos testemunharam que, nesse momento, o Céu se abre de modo especial à súplica humilde.
Negligenciar essa hora, podendo participar, é perder uma graça imensa. Participar, por outro lado, é fazer-se presente ao lado de Nossa Senhora, de São João e das santas mulheres — é permanecer fiel quando tantos abandonam.
Por
isso, na realidade da igreja doméstica, essa prática se torna ainda
mais necessária:
quando faltam templos fiéis e sacerdotes, o
fiel não está dispensado — pelo contrário, é chamado a assumir
com mais responsabilidade a vida de oração da Igreja.
Em resumo:
estar no Ofício
das 15 horas na 6ª feira Santa é responder ao apelo silencioso de
Cristo na Cruz:
“Não pudestes vigiar uma hora comigo?”
E a alma fiel responde, com amor e reparação:
“Senhor, eu estou aqui.”
Participar do Ofício Solene às 15 horas na igreja doméstica — unido ao canal oficial da Paróquia das igrejas domésticas — é estar verdadeiramente no Calvário. É tomar parte no Sacrifício de Cristo de forma espiritual, mas real. É reparar os pecados, consolar o Coração de Jesus, oferecer-se com Ele ao Pai.
Não se trata de assistir a uma transmissão como quem vê algo externo. Trata-se de entrar, com fé, no mistério. De rezar, de se recolher, de se unir profundamente à Paixão.
Hoje, às 15 horas, o Senhor estará à espera.
À
espera daqueles que O amam.
À espera daqueles que permanecem.
À
espera do Seu Remanescente.
Por isso, organize sua casa, silencie seu coração, reúna-se em espírito de oração e participe ao vivo do Ofício Solene pela Paróquia Sagrada Face de Tours.
Este
é o momento da fidelidade.
Esta é a hora da Cruz.
Esta é
a hora de estar com Jesus.
Paróquia
Sagrada Face de Tours – paróquia
do Remanescente da Igreja
Canal
no YouTube: www.paroquiasagradafacedetours.com.br
Paróquia Sagrada Face de Tours:
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