A SANTA QUE VIU JESUS

 

 


A SANTA QUE VIU JESUS

Santa Maria Madalena de Pazzi – Virgem - 29-5

Padroeira das vocações religiosas e das almas contemplativas.

Santa Maria Madalena de Pazzi nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1566, em família nobre e profundamente católica. Recebeu no Batismo o nome de Catarina de Pazzi. Desde a infância manifestou extraordinária inclinação para a oração, para a penitência e para o amor de Deus.

Ainda muito jovem começou a experimentar graças místicas pouco comuns. Gostava de recolher-se em oração e meditava frequentemente os sofrimentos de Nosso Senhor. Seu amor pela pureza e pelas virtudes cristãs impressionava aqueles que a conheciam.

Aos dezesseis anos ingressou no Mosteiro Carmelita de Santa Maria dos Anjos, em Florença, recebendo o nome de Maria Madalena. Seu desejo era entregar-se inteiramente a Deus numa vida de contemplação, sacrifício e amor.

Pouco depois da profissão religiosa, foi acometida por grave enfermidade que parecia conduzi-la à morte. Durante esse período recebeu extraordinárias graças místicas. A partir de então começaram os famosos êxtases que seriam testemunhados e registrados pelas religiosas de seu convento.

Durante vários anos experimentou visões, locuções interiores e profundas uniões místicas com Deus. Os relatos conservados pelas irmãs mostram uma alma consumida pelo amor divino.

Sua espiritualidade girava especialmente em torno da Paixão de Nosso Senhor, do amor infinito de Deus pelas almas e da necessidade de renovação espiritual da Igreja.

Uma das características mais marcantes de sua vida foi o intenso amor à reforma e santificação da Igreja. Rezava, sacrificava-se e oferecia sofrimentos pelos sacerdotes, religiosos e pela fidelidade da cristandade.

A tradição conserva numerosos episódios de fenômenos místicos extraordinários. Muitas vezes entrava em êxtase durante a oração. Em algumas ocasiões parecia ser elevada do chão ou percorrer grandes distâncias dentro do convento sem perceber os obstáculos ao redor.

Apesar dessas graças extraordinárias, Deus permitiu-lhe também longos períodos de aridez espiritual, tentações e sofrimentos interiores. Durante cerca de cinco anos suportou terríveis provações contra a fé, a esperança e a pureza, permanecendo sempre fiel.

Sua humildade era profunda. Considerava-se a mais indigna das criaturas e atribuía tudo à misericórdia divina.

Nos últimos anos sofreu diversas enfermidades físicas, oferecendo tudo pela glória de Deus e pela salvação das almas.

Morreu santamente em 1607, com apenas quarenta e um anos de idade.

A Igreja reconheceu nela uma das maiores místicas do Carmelo e uma das grandes santas da Contrarreforma Católica.

Milagres:

– Numerosos êxtases e fenômenos místicos testemunhados pelas religiosas do convento.

– Relatos tradicionais de levitações durante momentos de intensa união com Deus.

– Diversas profecias e conhecimentos sobrenaturais atribuídos às graças recebidas.

– Numerosas graças e curas obtidas por sua intercessão após sua morte.

Frase marcante da santa:

“O amor não é amado.”

Exemplo para a Igreja doméstica:

Santa Maria Madalena de Pazzi ensina às igrejas domésticas a responder ao amor de Deus com generosidade. Sua vida recorda que o maior sofrimento não é a dor física, mas a indiferença dos homens diante do amor divino.

Também mostra a importância da oração pelas necessidades da Igreja, pela santificação das almas e pela perseverança dos fiéis.

Sua espiritualidade convida as famílias a cultivarem vida interior mais profunda, reservando tempo para a oração e para a meditação dos mistérios de Cristo.

Oração:

Ó gloriosa Santa Maria Madalena de Pazzi, abrasada pelo amor de Deus e pela salvação das almas, alcançai-nos um coração generoso e fiel.

Ensinai-nos a corresponder ao amor divino com maior fervor, a suportar as provações com paciência e a buscar sempre a vontade de Deus.

Protegei as igrejas domésticas, fortalecei a vida de oração das famílias e obtende-nos a graça da perseverança final.

Amém.

Reflexão espiritual:

  1. Deus ama infinitamente cada alma e espera uma resposta de amor.

  2. A oração possui grande valor para a santificação da Igreja e do mundo.

  3. As provações suportadas com fidelidade tornam-se caminho de união com Deus.

Pequena prática devocional familiar:

Reservar hoje alguns minutos de silêncio diante de um crucifixo e repetir lentamente: “Meu Deus, eu Vos amo”, oferecendo esse ato de amor pela Igreja e pela conversão dos pecadores.


Prof. Emílio Carlos

Pároco Leigo da Paróquia Sagrada Face de Tours 


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